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PARQUE DO BIXIGA

O Parque Ancestral surge do reconhecimento do território como estrutura
fundamental do projeto. Antes da urbanização, este espaço era um vale atravessado por um curso d’água e por uma paisagem natural, cujos vestígios ainda permanecem na topografi a e no sistema de drenagem. A proposta busca revelar essas camadas invisíveis, reconectando o terreno com a lógica do vale e recuperando a relação entre cidade e natureza. A renaturalização do curso d’água e a incorporação de vegetação contribuem para restabelecer serviços ambientais, melhorar a permeabilidade urbana e fortalecer a resiliência frente às mudanças climáticas, como chuvas intensas e períodos de seca.


O parque se integra à malha urbana do Bixiga e ao seu forte tecido cultural. Bairro marcado por sucessivas migrações, o Bixiga mantém uma identidade plural ligada à cultura popular, à música e às festas tradicionais, representadas por associações locais como a Vai-Vai, a Casa de Dona
Yayá e a tradicional Festa de Nossa Senhora Achiropita.
Nesse contexto, o parque é concebido como um território coletivo de natureza, memória e cultura, transformando um espaço residual em uma
infraestrutura urbana aberta à apropriação pública e à transformação contínua. A paisagem do parque se estrutura com espécies nativas, como murta, barbatimão, jasmim-manga, paubrasil e ipomeia, criando um ecossistema que regenera
o solo, aumenta a biodiversidade e melhora o microclima urbano. Inspirado na “Oficina de Florestas”, o parque atua como infraestrutura ambiental em uma área densamente urbanizada, oferecendo sombra, conforto térmico e retenção de água. A vegetação organiza caminhos, áreas de permanência e espaços culturais, formando uma paisagem dinâmica. A estrutura do Teatro-Estádio permite visibilidade do Teatro Oficina e o crescimento gradual da vegetação. Hortos
urbanos comunitários incentivam atividades educativas e culturais. O parque também revela a presença histórica da água, recuperando o vale e antigos cursos de drenagem, transformando o espaço em um dispositivo de regeneração ambiental e social.

LOCALIZAÇÃO

Sao Paulo, São Paulo, Brasil

ÁREA

11.067,22 m²

ANO DO PROJETO

2025

EQUIPE

Igor Muñoz Tobalina, Marta Villaverde Torrente, Antonio Dias Junior, Paulo Carrasco, Caio Risso

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A presença do Teatro Oficina  é fundamental para a dimensão cultural do bairro. Reconstruído por Lina Bo Bardi e Edson Elito, o teatro conecta palco e cidade, funcionando como uma rua cênica onde atores, espectadores e espaço urbano se encontram. O parque amplia essa lógica, criando continuidade entre arquitetura, paisagem e cultura. Espaços abertos acolhem apresentações, encontros, festas e manifestações populares, tornando-se uma paisagem urbana cênica. 


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