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CASA MOARA

Implantada em um lote com leve declive, a residência é concebida a partir da justaposição e do deslocamento de volumes prismáticos bem definidos, organizados de forma a responder simultaneamente à topografia, ao programa e à busca por uma espacialidade clara e racional.

O projeto se estrutura a partir de um volume horizontal contínuo, implantado próximo ao nível natural do terreno, que abriga os principais ambientes sociais e íntimos da casa. Esse corpo principal estabelece uma relação direta com o jardim, garantindo continuidade visual, ventilação cruzada e integração entre interior e exterior. Grandes planos envidraçados reforçam essa condição, permitindo que os espaços de estar e jantar se estendam naturalmente para as áreas externas cobertas.

Sobre esse embasamento horizontal, surgem volumes em balanço, tratados como caixas puras e precisas, que marcam pontos específicos do programa — como suítes e ambientes de uso mais reservado. Esses volumes superiores, destacados por molduras espessas e reentrâncias profundas, criam jogos de luz e sombra ao longo do dia, reforçando a leitura tectônica da arquitetura e conferindo identidade à composição formal.

A articulação entre os volumes não ocorre de forma contínua, mas por meio de vazios estratégicos, pátios e recuos, que organizam os fluxos, iluminam os ambientes internos e garantem privacidade sem romper a integração com o entorno. A circulação vertical se posiciona como elemento de transição entre esses corpos, conectando os níveis de forma clara e legível.

O acesso principal se dá sob um plano horizontal em balanço, que protege e anuncia a entrada, enquanto o percurso até o interior revela gradualmente a casa, reforçando a experiência espacial. A garagem, integrada ao conjunto, é absorvida pela composição volumétrica, evitando protagonismo excessivo e mantendo a leitura limpa do conjunto.

LOCALIZAÇÃO

Londrina, Brasil

ÁREA

200m²

ANO DO PROJETO

2022

STATUS

Acabamentos e paisagismo

Estudo E – 1
Estudo A – 1
Estudo A – 6
Estudo E – 32

A materialidade reforça a lógica dos volumes: superfícies claras e contínuas, associadas ao concreto aparente e a planos mais escuros nas reentrâncias, evidenciam o contraste entre cheios e vazios. Essa estratégia ressalta a pureza geométrica da edificação e valoriza a composição arquitetônica sem recorrer a elementos decorativos supérfluos.

O resultado é uma arquitetura de linguagem contemporânea, onde a clareza formal, a hierarquia volumétrica e a relação cuidadosa com o terreno e o espaço externo definem a identidade do projeto, traduzindo uma casa que se constrói pela precisão dos volumes e pela qualidade dos espaços que eles conformam.

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